Série poesia concreta- Luminous

Série desempoeirados poemas- palavras – liberdade poética

Série sentimental- criança

Série improváveis – absentismo

Série de improviso – cais

Série poesia concreta – desamargo

Série poema curto- versos sôfregos

Improváveis- livro de poemas EM BREVE

Série cotidianos- replantio

De uma estação
à outra,
folhas nascem, crescem, secam, caem e as flores espalham o pólen;
à outra,
os galhos finos, engrossam, envergam, escurecem, cascam e descascam… secam a seiva e desabrigam as folhas;
à outra,
os pássaros, vermelhos, cinzas, todas as cores, cantantes, papagaios e … os beija-flores… meus encantamentos; besouros e mais insetos, morcegos, todos não serão mais, além do seu tempo;
à outra;
o sol mais quente, sem as águas certeiras, sem março, junho, setembro, dezembro nos desajustes, nos desencontros, nas inobservâncias do insubstituível.
Um dia esta árvore em poema restará, não estará mais aqui, nos não estaremos, naturalmente;
à rua restará os concretos, asfaltos, carros, as estações e um canteiro ao replantio.

(GeraldoCunha/2021)

Série poema curto – não vire o olhar

Série surtados – hibernação

Série distopia – distúrbios

Série o poeta

Série dedicadas às pessoas que amam amar a arte de escrever e ler

Gratidão!

Série uma saudade – episódio 5

Série uma saudade – episódio 4

Série surrados – Pareidolia

Série poema curto- pedregulho

Passeio

Tem gente que gosta de passear no Shopping.

Eu não gosto!

Ir no Shopping não é passeio é necessidade do bolso.

Passear é ir na praça,

Ver os casais de mãos dadas

E os passarinhos enamorados,

As crianças correndo com a bola,

E os pais correndo atrás!

Passear é parque de diversões,

Comer algodão doce,

Achar a maçã do amor bonita e não comprar,

Aventurar-se na roda gigante,

Rir no bate-bate,

Ir embora carregando balão, ursinho e felicidade.

Passear é ir na casa da avó,

Quem ainda tem avó,

Deliciar com as guloseimas,

Elogiar o bordado posto à mesa,

Chupar laranja e comer o bagaço.

Só para começar … a lista é grande!

(GeraldoCunha/2021)

Série cotidianos- invenção das coisas

Gosto de nomear
Dar nomes aos regalos
Meu passarinho de madeira não é mais de madeira é o Sebastião
O pássaro de origami não é mais Tsuru ….. é Miyake
e nisto não se tem nenhum desrespeito
As tartarugas moldadas ao barro pelas mãos da criança
à beira da estrada
Lembram um dia na Serra do Cipó,
Vestiram-se de Araci, Arlete e Matilda
E aquela criança deve ser hoje um adulto… um artista… espero.

Os São Franciscos que vão chegando não são só imagens devoção
simbolizam paz esperança e amizade
Ser lembrado acarinhado
Como os pássaros que os circundam
logo que chegam vão pegando intimidades de Chicos



O beija-flor, aquele do poema que vem na varanda, que se fez cotidiano, nas visitas pelas manhãs e agora às tardes
(Certo que é visita de hospital)
é O beija-flor
pelas carnes
os ossos
as penas …
e o bico que bebe da água que lhe sirvo
e não me pede mais nada



Não tenho livros, tenho Pessoas, Clarices, Drumons, Gabos, Saramagos …. e uma lista desalfabéticas de outros tantos seus vizinhos que se juntam aos Mias , Conceições, Valteres , Quintanas e fazem festa ao som de Abelhas Rainhas Rouxinóis Sabiás que pousam em guardanapos de papel
Só falta objetivar pessoas, não todas, algumas, aquelas que se desumanizaram sem volta.

TextoEfotografia

GeraldoCunha

Série O poeta