Mãos de afeto


Toque suave nos cabelos
Negros fios a tocar a pele
Seda a escorrer entre os dedos
Cuidado nos prazeres

Mãos de afeto a deslizarem
Envolvendo de amor a face
Calor perfumado que protege
Percorrendo os sentidos

Toque preciso das mãos
Envolvendo a massa
Adoçando os paladares
Servindo aos sabores

Mãos tocadas em oração
Professando a fé
Suplicando uma graça
Agradecendo por devoção

(GeraldoCunha/2019)

Prece ao desalento


(gsotou? veja Réstia de luz)///.
Ao espaço
Para o desalento
Digo que está tudo bem
E tento firme acreditar
Persisto na esperança
Não desisto do sonho
Destruído…
Construo outro

Ao tempo
Da espera
Vou dormir quase sem forças
Para tê-las no dia seguinte
Acordar e não se lembrar
Que fraquejei
E recomeçar…
Perseverando

Ao momento
De reflexão
Penso em não seguir
Se não tenho rumo certo
É perambular
Caminhar até cansar
E não conformado…
Voltar a trilhar

(GeraldoCunha/2018)