Série Poema de improviso – Indiferença


Todos cuspindo sentimentalidades
Trancados nos seus mundinhos.
Todos surdos pelo egoísmo
Traem os próprios sentimentos.
Todos clamando por visibilidade
Tapam os olhos para o sofrimento alheio.Todos ingênuos arrogantes
Tentando escapar de suas bolhas.
Todos somos nós implorando atenção
Tiranos no mundo que criamos.
Todos defendendo uma razão
Transfigurada de sensibilidade.
Todos sempre solitários
Tramando uma revolução.

(GeraldoCunha/2020)

Série Poema de Improviso: Fantasia


Fantasiei de vida os meus restos,
Atrás da fantasia me escondi,
Ficando refém das máscaras,
Hoje sou a representação
Dos personagens que visto.

Quem me vê enxerga um traje,
Um folião a brincar com a multidão,
Mas não! o que se vê de mim,
São meus olhos tristes,
Destoando da minha euforia.

(GeraldoCunha/2020)