Poema coletivo – Janelas & Paisagens (tudo junto e misturado)

Enquanto flores refletem o espelho,
Rústicos traços riscam.
Da janela vejo a riqueza do tempo,
Celeste infinito descerra.
Vejo o azul que desvela,
Pandêmica tarde revela,
A lua vai nascer.
Olho pela janela,
A luz ilumina a bancada,
O medo se perde na paisagem
Do belo e do perfeito.
Todo o mundo fica feliz!
Bateu isso na cabeça …
Velhos umbrais
Arrastam paisagens,
Paineira pintada em aquarela!
A vida pulsante é mais que existir no mundo.
Os animais vão dormir à espera do acordar para outro dia começar.
A criança,
O adulto,
Brincam de versos.
Os pássaros,
Ao buscarem alimento na janela
Alimentam estas almas poéticas.

Criação coletiva de @mcmistturacriativa (Michele Cruz), @vicendron (Virgínia Carvalho), @dudinhaborbacunha (Maria Eduarda), @estevammatiazzi (Estevam Matiazzi), Fernando (do blog Chrosnofer), @divagacoesgcc.geraldocunha (GeraldoCunha), a partir do poema de mesmo título das Séries elos e agora desenhos.

Ficam os agradecimentos a todos.

Séries elos & agora desenhos – Janelas e paisagens

Obrigado a todos que participaram do poema elos.

Poemas de: @mcmistturacriativa (Michele Cruz), @vicendron (Virgínia Carvalho), @dudinhaborbacunha (Maria Eduarda), @estevammatiazzi (Estevam Matiazzi do blog @sabedoriadoamor), Fernando (do blog http://Chrosnofer2.WordPress.com @Chrosnofer2.WordPress.com), @divagacoesgcc.geraldocunha (GeraldoCunha).

Ilustrações: GeraldoCunha

Série títulos longos – Desbotadas cores vivas pululantes preenchem o papel invadem vida expulsam os tons pastéis para as bordas

tons pastéis
nas bordas
traçados espaços
definindo limites
régua prisional

tremer das mãos
desafiando os contornos
rompimento

lápis
carrega a cor
salta
para o papel
preenche pontilhados
em miúdos círculos
concêntricos
marejados

em algum momento
as cores
Escapam da tela
tonificam a pele
reverberando vida

GeraldoCunha/2021

Série elos – Algumas distâncias são necessárias

Do olhar no horizonte
necessário descanso dos olhos
ao calmo do mar.
Percurso das ondas
Ditando o rumo do vento,
Que chega lento à face,
Em forma de brisa!

A estrada que se alonga sem curvas,
Leva o olhar para o horizonte,
Repetindo e repetindo a paisagem,
Esquecendo os zunidos de volantes afoitos,
Abafando as ofegantes buzinas que se perdem.

A árvore que se observa por sob,
No afastado da mata,
No silêncio longo das folhas,
Que se rompe ao sopro,
Afugentando os pássaros,
Que partem em debandadas asas.

Olhos que se prendem ao livro,
Perseguindo as mesmas palavras,
Em demoradas horas.
Esquecidas páginas.
No breve cochilo,
Escapam das mãos,
Devolvendo o pensamento à razão.

Música que se perde nos ouvidos,
à exaustão dos agrados intermináveis dos acordes,
Na penumbra calma da noite a engolir o dia,
Cobrindo com sonhos os ruidosos noturnos.

Título cedido por Alex konrado
TextoEarte GeraldoCunha

Série dedicados – No sopro do tempo

Tudo se modificando tão depressa
No lentamente do tempo
Os anos passam
Um sobre o outro
Entre rosas e bolos
Se acendem
E se apagam
Ao sopro da vela
Rajada de vida
Ventos de sonhos
Desejos em ebulição
Um mundo novo por colorir
Com as cores de sua escolha
Refletindo suas realizações

GeraldoCunha/2021

Dedicado a Gabriela Borges, afilhada querida, pelo seu aniversário.

Presenteamos com que temos de melhor.

Rumos do poema


I ATO
O poema se completa a partir das memórias de quem o lê
Tantas vezes lido se transforma em outros tantos
O poema tem o seu tempo
Que é todo o tempo que é lido
Pode morrer ali, na última palavra, ou se perpetuar

II ATO
O poema muda de direção
Caminha pela tristeza
Percorre atalhos de alegria
Nas curvas da saudade descansa na calçada da solidão
Observa os passos dispersos
Aproxima do abismo esperando resgate

GeraldoCunha/2021

Piração

Respiro inspiração,
Seguro no fôlego as palavras,
Levo no suspiro os desejos.
Exalo os sentimentos!
Contraditórios sentidos…

Piração !

Invento as frases desconexas,
Perturbo os acentos:
Circunflexo,
Arco dobrado,
Em forma de crescente,
Ângulos que se juntam,
Noutra ponta se separam.

Piração !!

Jogo com as letras,
Palavras cruzadas,
Ou se atropelam
Ou derrubo o tabuleiro!
Ninguém marca ponto.
E pronto!

Piração !!!

Provoco os olhos dos incompreensíveis,
Ao regozijo dos meus.
Pisco e as frases aparecem…
Pisco e as frases somem…
Sobrevivem as capturadas no relance.

Piração !!!!

Rabisco o papel com aquarela.
A base é de água, tento mesclar e mancha.
Tudo desaparece no borrão das cores e a sensação é boa.
Ninguém jamais saberá o que foi o poema.

Provocação !!!!!

GeraldoCunha/2021

Poemas fugidios

Os poemas pularam da gaveta
Encontraram a porta da rua
E sairam a passear
E não foi a primeira vez

Escapando aos pisados
Andaram pelas ruas
À cata dos desavisados
Quebraram a última esquina
Rasgaram em rompante

Sumiram no horizonte
Nunca mais foram vistos
Estavam era fugindo
Desassossegados ao enfurno
lúgubre em que se achavam

Não mais regressaram
Grudaram à parede de outros espaços
Mostrados aos sentimentos dos aturdidos

(GeraldoCunha/2020)

Série agora desenhos – Crista do dia