Série O poeta – Bloquinho

Folheadas as páginas

do bloquinho de anotações

carregado no bolso da camisa,

amassado, macerado pelo tempo da escrita e das rasuras, observa o

branco contraste do ontem escrito com o cinza dos sentimentos que não afloram. O papel não segura o risco do grafite.

O poeta descansa o toco do lápis no canto da boca,

olha para o horizonte, enxerga um infinito sob a copa das árvores, respira, fecha o bloquinho, o recoloca no bolso e volta a caminhar.

Caminhar hoje é a poesia.

(GeraldoCunha/2022)

Minissérie Pássaros- Gaturamo / Fim/fim

Minissérie Pássaros- Sabiá-laranjeira

Minissérie Pássaros – apresentação

Lançada originalmente no Instagram esta minissérie de desenho a cores e versos é sobre os sentimentos que os pássaros, os desenhos e as cores nos transmitem.

Não tivesse eu me arriscado nos traços e na escrita e me desavergonhado de mostrá-los não teria enxergado a beleza de tantas descobertas e os tantos caminhos que se abrem.

GeraldoCunha/2022

Série sentimentais – É preciso

Série desempoeirados poemas – Aos mestres com amor

Série de improviso- Seja feliz

Seja!

Arraste os móveis para o canto

(Quem nunca pensou nisto?)

Assente a vergonha na cadeira mais distante.

E dance!

(Quem nunca fez isto, que atire a primeira flor)

Ligue o som, apague a luz

e…

Seja

Feliz.

Você.

e

não se julgue.

Assente os preconceitos nas cadeiras (aquelas que estão ao lado da vergonha).

Se for da ousadia,

Abra a porta e os expulse junto com a vergonha!

(GeraldoCunha/2022)

Ilustração GeraldoCunha

Série improváveis – Traços

Não persiga a beleza fugaz.
Não busque a perfeição
[dos traços.
Alcance a delicadeza dos sentimentos,
transmitidos pelos riscos na pele.
Deseje conhecer os segredos de cada uma das cicatrizes
e ame, ame, ame… o que nelas é representação de um trajetória:
Pois o final é só o não existir de quem vai,
sustentado pela saudade de alguns que ficam.

(GeraldoCunha/2022)

Mesa para dois

Das dores

Série sentimental- Arrede a tristeza

Queria escrever sobre felicidade

mas hoje estou triste

só triste

Então…, não queria desistir de escrever a felicidade

Não aceito encerrar o dia assim

Tem que haver felicidade

Pouquinho que seja para acomodar o travesseiro

Memórias

Agarro-me a elas

Junto os pouquinhos

Todos aqueles anos…com foi bom e eu sabia que foi Ótimo.

Aquele ano… um leve sorriso

Tudo mudou e foi naquele ano

Aquele mês… qual foi mesmo?

A viagem. Os encontros. O mar.

Aquele dia.

O mar. E eu que não me lembrava?

O sorriso

Arredo a tristeza um pouco para de lado

Naquela semana. Tão intenso tudo. Tão. Intenso.

Há alguns dias, mais encontros, mimos, abraços… que saudades estava dos abraços.

Já disse minha saudade é plural

Ontem superação conquista sossego sossego é tão bom

É arremedo de felicidade

Hoje…. Tem espaço mais não.

Fique aí se quiser

Eu cá! Fecho os olhos mais feliz

Grudado no meu sorriso bobo

Que de bobo não tem é nada

Boa noite!

(GeraldoCunha/2022)

Escrever é bom demais … limpa a alma….

Série poema curto- Gostar pelo avesso

Série o outro lado da janela- Florais – brotados

Série de improviso – apontamentos do que é o belo

os olhos
puros
enxergam
o belo

o olhar
não traduz
a beleza
do outro
mas de si

O olho
espelha
a própria
beleza

No olhar
o belo
está
de
dentro para fora

Não é o belo
que invade o olhar
é o olhar
que ressignifica
a paisagem

O belo
é o olhar

GeraldoCunha

Série especial- retrospectiva divagações & pensamentos

Improváveis – Livro de poemas (GeraldoCunha)

Uma ótima leitura para começar o ano de 2022

Poesia leve, falando sobre o cotidiano, sentimentos, vivências.

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Ou caso prefira…mande um direct pelo Instagram @divagacoes.geraldocunha (aqui com possibilidade de ir autografado)

GeraldoCunha/2021

Série de improviso- Apontamentos do que é o belo

Série afetos – infinito são os olhos

Série afetos – dias roubados

Série improváveis (moral da história)

Uma ilustração perfeita é só mais uma ilustração.
Uma ilustração com as imperfeições, da exclusividade dos traços trêmulos da emoção do momento, tem uma história para se contar.

TextoEarte

GeraldoCunha (2021)

Série cotidianos ESPECIAL – Drummond-se

À sombra do tempo
A moça na calçada desfila
sisuda
O atleta sobe as escadas
desce e sobe
tem pressa dos movimentos
surdo ao seu arredor
sibila
em círculos
tonteio só vendo
sorvendo o tempo
procuro
quero sentar
ao longe de mim
quietar

Um cachorro carrega
em sua guia as mãos
arrochadas
Outros livres
latem correm
urinam
no tempo da grama
O homem caminha açodado
outro e outro tantos e nenhum

Tantas coisas só acontecendo
ao mesmo tempo
Tempo do sinal
Tempo da buzina
dos sem tempo
Não vou falar mais do tempo
ando vago urgente
Muito de nós fica no vento

Sento no banco da praça, abro a bolsa, guardo o sem tempo e liberto Drummond…
…”no meio do caminho tinha uma pedra/nunca me esquecerei desse acontecimento”.

(GeraldoCunha/2021)

Série sentimental- criança

Série o poeta

Série dedicadas às pessoas que amam amar a arte de escrever e ler

Gratidão!

Série uma saudade – episódio 5

Série uma saudade – episódio 4

Série uma saudade – episódio 3

Série uma saudade – episódio 2

Série uma saudade – episódio 1

Série enigmático

Reeditado- Útero