Um pouco de Improváveis/livro de poemas

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(Pesquisem valor do frete, tem diferença de uma loja para outra)

Sempre tem novidades sobre o livro no Instagram divagações.geraldocunha (@)

Vamos fazer um sorteio do livro exclusivamente no Instagram dia 01/03/2022, então… entra lá para conferir as regras e participar .

Série O poeta- o que resta é o apontador

Sem quase perspectiva,

deixei desarrumada a cama,

as roupas ficaram espalhadas,

quis as cortinas cerradas,

os papéis amassados,

atirados,

ficados à mesa,

jogados ao chão,

pisoteados.

Sobre a mesa debrucei

os restos de mim,

e só fiquei,

corpo jogado,

além de mim,

papéis, brancos amassados papéis,

sem expressão, sem impressão.

Lápis derrubado,

esquecido, desapontado.

Uma réstia,

de mim,

de luz,

fresta,

de olhos.

Um apontador,

um não desistir,

Um cansaço de não mais,

[vencido?

Encorajados rabiscos,

uma ponta afiada,

um papel desembolado,

uma cena,

sobre a mesa,

perspectiva…

um poeta adormece.

(GeraldoCunha/2022)

Série Senhores dos absurdos

Não dá para dizer

É alienação.

Diante de tantas barbáries

Que os ouvidos escutam

Não há como validar comportamentos

Muito dos que se vê dos que insistem em não

Enxergar

Mostra do caráter o que antes se escondia

Não se defenda dizendo: não faça julgamentos!

Não é um julgamento é uma constatação

(GeraldoCunha)

Série desempoeirados poemas- Prateleiras

As prateleiras da minha estante são bagunçadas.
Não separo meus livros por assunto, autoria ou região,
Todos que lá estão são importantes ou não estariam.
De tempos em tempos mudos-os de seus lugares,
Dicionários estão espalhados por todos os lados,
Para que não permaneçam mudos e conversem entre si.

Em meio ao monótono dos livros enfileirados ou sobrepostos,
Provoco o caos revisitando memórias e momentos congelados.
Espalhando lembranças de lugares idos e de saudades tantas.
Faço dos livros a companhia para os objetos presenteados,
Digo quem sou através daqueles colecionáveis,
Esperando que escrevam a minha biografia.

GeraldoCunha- o ano foi 2020

Série cotidianos – Cultivo

A planta que você me deu morreu!
Penso que teve todos os cuidados de minha parte.
Mesmo assim, foi definhando e morreu. Eu me penitencio, faço auto julgamento. E não entendo.
Escolhi o melhor lugar, para colocar o mais bonito vaso, que chegou inundando dos afetos.
Talvez tenha havido excessos para mais? Se me permite a redundância.
De água, de adubo, de carinho. Dizem que carinho pode sufocar, disto não sei! Sigo acarinhando!
Pode ser que tenha sido excesso para menos. E nem sei se excesso é conta que se faça para menos!
O menos de água, o pouco do revolver a terra, o abandono pelas ausências sem aviso prévio, falta de ar das janelas fechadas. Conquanto tudo isto, carinho de menos não teve! Meu olhar sempre foi de alegria, a cada encontro e reencontro. Satisfação com as conquistas, uma folha que surgia, motivo de comemoração. A tentativa da flor, êxtase. Não bastou. Mesmo no silêncio da resposta conversava, tentava compreender, pelos gestos, no movimento das folhas.
Se falhei foi culpa dos excessos, para mais e para menos. Reconheço os meus excessos.
Sigo, tentando encontrar o ponto de equilíbrio!

A planta de você me deu morreu!
Mas antes de partir me deixou uma pequena mudinha, que ainda insisto em cultivar!

Escrevo este desabafo em forma de poema
e deixo publicado em um livro!
Porquê você também não está mais aqui.

(GeraldoCunha/2022)

Série listas – vazios

A mente e seus subterfúgios

Um buraco oco oco oco

O coco oco oco

O silêncio do eco

sem o qual os ouvidos

não escutam o

ecooooooo

A noite sem os carros.sem os pássaros.sem os passos.

Ausência!

Casa sem o botão

cerzido às pressas

desprendido das costuras

O lado de dentro da metade do copo do insatisfeito.

A sede, vazio de água!

Concha recolhida na praia

aos ouvidos esvaziando o mar

que é vastidão de vazio

Multidão cruzando ruas, esbarrando-se, transgredindo o

sinal, apressadas, falando ao celular, buzinas, buzinas…. tantas buzinas e a sirene da ambulância que para de tocar no meio do trânsito …. não há mais tempo, só um corpo sem alma.

(GeraldoCunha/2022)

Minissérie Manual poético da matemática básica na íntegra – com poema inédito depois dos créditos

Expressões numéricas

Sou.
Somos.
Números que sofrem
operações matemáticas,
com ordem preestabelecida,
com prioridades.
Potenciação e radiciação.
Potências e raízes,
em primeiro lugar,
quando não há
colchetes, chaves ou parênteses
e na vida há
ou haverá.
Multiplicação e divisão,
em segundo lugar
E
por
último,
adição e subtração.
Contas das diferenças.
Convivência.
Operação básica

Quando
Não
Somos
Sou
Subtração
Divisão
Se
Somos
Adição
Sou
Multiplicação
Equação

Sentença
Sou
Expressão
Algébrica
Matemática
da
igualdade
Incógnita
E
Seu valor
Números
Encontros
Letra
Somos
Conjunto dos números

Reunião
De
Elementos
Ou
Não
Elementos
Situações
Universo e o vazio
Sou
Somos
Representação
Diagramas
Naturais. Inteiros. Racionais.
Irracionais.
reais e complexos.
Somos.
Algébricos, Transcendentais, Imaginários
Fração

Sou
Uma
Fração
Do inteiro
Neste
Conjunto
de
Números racionais
Partes
De
Um
Todo
Somos
Divisão
De
Partes
Iguais
Expressão
Da quantidade
A partir da razão

Texto & Artedigital – GeraldoCunha

Pós- créditos… no WordPress:

Álgebra

Sou

Álgebra elementar

A variável

Somos

Números

Expressões manipuladas

Usando as regras impostas

Adição

Multiplicação

Somos resoluções de equações