Série de improviso – depois de muitos idos

Depois dos cinquenta, e poucos,

Decidi apagar o passado.

Rasgar as páginas, todas…uma a uma:

As bem escritas, as malescritas, as rasuradas, aquelas que ficaram em brancos tons de cinza, principalmente aquelas, e até as censuradas.

Para reescrever uma nova história o melhor é apagar o passado, muito se diz do contrário desta afirmação, para o agora penso por negação, está negação pode!

Vão me desdizer os filósofos, os psicólogos, os analistas e até aquele da mesa ao lado.

Lê-se um livro, fechando o outro.

A mesma técnica aplico ao meu caderno, recém comprado, que vou chamar de vida, não de nova vida, e que não terá prefácio.

(…no improviso tudo pode mudar a qualquer momento!)

GeraldoCunha/2021

10 comentários sobre “Série de improviso – depois de muitos idos

  1. Até poderá rasgar a “papelada” toda… mas a memória das células do corpo, as infinitas ligações cerebrais e as emoções guardadas na alma nunca se rasgam.
    É por isso que não há fronteira ou decisão que nos separe de que somos!😉

    Curtido por 1 pessoa

    • Eu disse….”Vão me desdizer os filósofos, os psicólogos, os analistas e até aquele da mesa ao lado.”😂😂 brincadeira! Gostei demais da sua reflexão, o poema cumprindo seu objetivo . Obrigado por estar aqui! Ótimo fim de semana!

      Curtido por 1 pessoa

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