Série Poema de Improviso: Fantasia


Fantasiei de vida os meus restos,
Atrás da fantasia me escondi,
Ficando refém das máscaras,
Hoje sou a representação
Dos personagens que visto.

Quem me vê enxerga um traje,
Um folião a brincar com a multidão,
Mas não! o que se vê de mim,
São meus olhos tristes,
Destoando da minha euforia.

(GeraldoCunha/2020)