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Série experimentações: Felicidade boba

(Da série experimentações veja também Senhores dos absurdos)

Acordei ouvindo ‘As long as you love me’. Cantei com Backstreet Boys. Dancei com o vento. Enquanto esquentava a água para o café. As torradas não queimaram. A água não ferveu. Cheirava a pó de café. Torrado e moído na hora. Não era. Mas parecia. Cedendo aos gracejos de ‘Pelados em Santos’. Vi alguém sorrindo no espelho. ‘Very very Beautiful’. Parecia comigo. Mais alegre. Tomei da xícara pelas asas. Sorvidos sabores. E as manhãs já não eram mais as mesmas. Pensei. Perseguem tanto a felicidade. E a felicidade é boba. Dá medo de tão fugaz. Duvidei. Então nem me bilisca. Se for sonho. Não quero acordar.

(GeraldoCunha/2020)

Por Divagações.GeraldoCunha

Escrevo. A escrita me liberta. Sei que serei lido, por alguns ou por muitos, ainda que não seja compreendido por todos, mas isso não é o mais importante. Ao escrever deposito nas letras minhas alegrias, tristezas e me liberto dos sentimentos que povoam minha mente, dando espaço para outros ocuparem esse lugar. Assim vou vivendo. Às vezes escravo de meus pensamentos, às vezes liberto.

22 respostas em “Série experimentações: Felicidade boba”

“Tomei da xícara pelas asas”, Tche Geraldo, que verso! E te confesso: todas as manhãs, quando tomo o meu café é algo assim que sinto, como se tivesse asas e ao fundo sempre música (sugestão: All your life, Al Di Meola ao violão interpretando Beatles). Já disse para a Renata, Tríccia e agora vai ser pra ti (o Daniel também está na lista): textos que devem ganhar páginas e páginas em um livro. Muito obrigado sempre, e junto o meu abraço de Fé.

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Obrigado Fernando. Seus comentários sempre me comovem e são incentivo para continuar. Sinto- me na mesa partilhando este café tomado pelas asas. Ótimas referências de músicas, também gosto de acordar ouvindo boa música, já estão na minha playlist, grato. Poema não se explica, mas este merece, foi escrito de rompante, ao som destas duas ‘músicas pops à seu tempo’ (e eu nem gostava tanto assim delas) aleatoriamente tocadas e eu senti um momento de felicidade plena…inexplicável. Gratidão sempre . Paz, fé e obrigado pela força! Abraço.

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Sim…já escrevi outro poema sobre e nem tinha percebido!!! Chama “Ser feliz dá medo” (não sei como colocar link para redirecionar …ainda). Visões sobre o mesmo tema, gosto muito! Afinal…sobre tudo já se falou ..Mas falar de felicidade nunca é demais. abraço!

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