Das dores


Das dores…
Já nem me lembro!
Do pouco que lembro,
Luto para esquecer.
Sofrimento suporta,
Enfrenta de frente,
Até passar!
Das dores…
Não carrego comigo,
As que me agarram,
Delas tento me desvencilhar.
As que penetram arranco
Com os dentes, quando me faltam as mãos.
Das dores…
Aprendemos!
Do que nós desumaniza.
Nos torna mais humanos.

(GeraldoCunha/2020)