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Desmoronando


Sinto o mundo desmoronar
Sob meus pés a terra estremece
Chão que tinha fortaleza
Hoje não sustenta minhas raízes
Preciso escapar pelas asas
Mas sem vivacidade se perderam
Fico a me debater pelos cantos
Construí paredes de proteção
E os tijolos se tornaram prisão
As janelas mal se abrem ao ranger
A porta se cerrou atrás de mim
E o pó embaça os meus olhos
Estou exausto de querer voar
E estas sombras atormentando
O tempo está ruindo
Sinto o gosto da ferrugem
Engrenagens sem movimento

(GeraldoCunha/2019)

Por Divagações.GeraldoCunha

Escrevo. A escrita me liberta. Sei que serei lido, por alguns ou por muitos, ainda que não seja compreendido por todos, mas isso não é o mais importante. Ao escrever deposito nas letras minhas alegrias, tristezas e me liberto dos sentimentos que povoam minha mente, dando espaço para outros ocuparem esse lugar. Assim vou vivendo. Às vezes escravo de meus pensamentos, às vezes liberto.

7 respostas em “Desmoronando”

Entre raízes e asas… Henry Sobel… era um amante desta metáfora… As asas ele bateu e se foi… As raízes estão aqui, apesar de tantos que as querem arrancar… Criei asas em seu poema… Não tive como não fazer a analogia…

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