Insones noites


Refém das noites vazias
E o noturno como cárcere.
Rabisco a parede da memória.

Insone albergue madrugada,
Em que o silêncio é voz
E o breu é companhia.

Atravesso os passos
E tropeço no invisível.
Arrasto o corpo leito frio.

Sucumbo ao insólito,
Reviro do avesso,
Esmurro o tempo.

Vedados os olhos
Pelo sólido escuro,
Enxergo passivo o algoz.

Suplico ao opressor.
Atormento até me render.
Vão tentativa de me libertar.

Conformado ao exílio obscuro.
Submisso à opressão.
Insano, rasgo versos mudos.

Refém das noites vazias,
Capturo os pesadelos
E me transformo no carrasco!

(GeraldoCunha/2019)

4 comentários sobre “Insones noites

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s