Foi-se gota d’àgua


O rio jorrava em abundância
Sedento secava a sede
De tanto minado
Pouco cuidado
Rasando
Secou!

Foi-se água gota a gota
D’gota que brota
Não tanto jorra
À minguada
Em sede
Secou!

Dos olhos vertiam lágrimas
Saudosos os desejos
Secando a face
De tanto choro
Regrando
Secou!

Foi-se lágrima gota a gota
Aromas à taça girada
Escorrida em filetes
Sorvidos goles
Degustada
Secou!

(GeraldoCunha/2019)