Mar mel


(este poema é um agradecimento aos dias que desfrutei do encanto deste lugar chamado Ilha do Mel, o poema veio assim como escrito, tão naturalmente, que optei por publicá-lo sem ajuste,cru como concebido)

São as franjas do mar,
Corda de arrebentação,
Ondas no vai e vem.
Não vai, vem e fica!
No calmo do seus braços,
Acomoda meu coração.

Dissolve o meu fel,
Adoça com teu mel,
Transforma sal em suor.
Imunda o mar de amor!
Carrega em conchas canções,
Suaviza com o toque das mãos.

Vem seduzindo caminhar,
Estrela que cai do altar,
Refletindo tua face no ar.
Espelho pra Iemanjá,
Presente ficou no mar,
Em troca o amor ao luar.

(GeraldoCunha/2019)