Poema sobre a gentileza (ou a falta dela)/subtítulo: Ser verbo irregular


(Gostou? veja também: Poema da arrogância)

Para quê sê sutil.
Gritando sê pode ouvir.
Bradando sê pode vencer.
Atacando sê pode defender.

Para quê sê rude.
Sê o silêncio pode ser uma trégua.
Sê vencer for hastear bandeira branca.
Sê a defesa for baixar as armas.

Para quê sê gentil.
Quando sê ganha na porrada.
Quando sê vence a paulada.
Quando sê convence com granada.

Para quê sê descortês.
Com o ser que oferece a outra face.
Com o ser que retribui com um abraço.
Com o ser que devolve gratidão.

(GeraldoCunha/2018)

Inspiração:
Profeta Gentileza, personalidade urbana carioca, que se tornou conhecido por fazer inscrições peculiares sob um viaduto situado na Avenida Brasil, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. A mais conhecida é: “Gentileza gera Gentileza”.
Escrita ao som da canção Gentileza de Marisa Monte.