Poema da arrogância

Como se atreve…
A partir sem pedir licença.
A sair sem deixar aviso.
A fugir sem olhar para trás.

Como se atreve…
A não se calar.
A não esperar cicatrizar as feridas.
A não apagar os rastros.

Como se atreve…
A clamar por liberdade.
A desistir de lutar.
A buscar por dignidade.

Como se atreve…
A não sucumbir aos clamores.
A não respeitar as vontades.
A não se escravizar pelos desejos.

Como se atreve…
A romper o silêncio.
A expor as amarguras.
A escancarar as dores.

Como se atreve…
A não se contentar com os restos.
A não implorar submissão.
A não suplicar perdão.

Como se atreve…
A abandonar o desconforto.
A acordar para a vida.
A lutar pela felicidade.

(arrogância: qualidade ou caráter de quem, por suposta superioridade moral, social, intelectual ou de comportamento, assume atitude prepotente ou de desprezo com relação aos outros – Dicionário Online de Português)

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4 comentários sobre “Poema da arrogância

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