Categorias
Poema

Poema do Medo

Apavorado me arvoro a correr.
Ofegante olho para trás insistentemente.
Atrás vejo sombras que não existem.
Produzidas pela minha mente, apavoram.
Volto-me para a frente, querendo esquecê-las.
O que vejo adiante entorpece.
É o receio daquela sombra se tornar real.
Anestesiado, corro sem sair do lugar.
Reconheço o medo, pois já incontrolável…
Me torna cego, surdo e mudo.
Sem controle me entrego.
Visto a sombra inexistente que me persegue.
Sucumbo ao medo e já não há mais saída.

(GeraldoCunha/2017)

Por Divagações.GeraldoCunha

Escrevo. A escrita me liberta. Sei que serei lido, por alguns ou por muitos, ainda que não seja compreendido por todos, mas isso não é o mais importante. Ao escrever deposito nas letras minhas alegrias, tristezas e me liberto dos sentimentos que povoam minha mente, dando espaço para outros ocuparem esse lugar. Assim vou vivendo. Às vezes escravo de meus pensamentos, às vezes liberto.

2 respostas em “Poema do Medo”

Obrigado! Muito bom ter este retorno. Não conhecia a obra de Alexandre O’Neil. Li o poema referência (o poema pouco original do medo), gostei muito, excelente construção. Cada vez gosto mais dos poetas portugueses. Abraço

Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s