Poema do Medo

Apavorado me arvoro a correr.
Ofegante olho para trás insistentemente.
Atrás vejo sombras que não existem.
Produzidas pela minha mente, apavoram.
Volto-me para a frente, querendo esquecê-las.
O que vejo adiante entorpece.
É o receio daquela sombra se tornar real.
Anestesiado, corro sem sair do lugar.
Reconheço o medo, pois já incontrolável…
Me torna cego, surdo e mudo.
Sem controle me entrego.
Visto a sombra inexistente que me persegue.
Sucumbo ao medo e já não há mais saída.

(GeraldoCunha/2017)