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Reeditado – Carta aos “Reis na barriga”

Representatividades dos Três Poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário) e do (“quarto Poder”) Ministério Público, exerçam sua cidadania, saiam, só por um dia que seja, de seus gabinetes, dispensem seus motoristas, deixem seus carros importados blindados na garagem e passeiem pelas ruas de suas cidades. 
Faça isso bem cedinho, entre 5h e 6h da manhã, mas não se preocupem, este horário quase todos os bandidos estão dormindo. Não combinem de ir juntos, dias diferentes é melhor para não lotar o metrô (se tiver) e os demais meios de transporte. Tem “transporte clandestino”, que pode não ser muito seguro mais é “mais em conta” (é tempo de economizar). Passem pelos centros das cidades e vejam quantas famílias estão ocupando as marquises de imóveis desocupados, abandonados e oferecidos para aluguel, com suas casinhas de papelão. 
Não deixem de ir em alguns Postos Médicos e Hospitais Públicos, não se assustem, é fila de espera mesmo, alguns dormiram ali, por isso as cadeiras, os cobertores e as sacolinhas plásticas com alimentos, não estão lá a passeio não! Não menos importante é visitar os Hospitais que atendem aos planos privados de saúde, há fila de espera também, mas não tente conversar com um médico, pois ele ainda não terá chegado e só terá vaga para consulta daqui a dois meses, provavelmente. Tem outros locais para visitação, mas estes bastam. 
Então voltem para o conforto de seus gabinetes e se isto não mudou em nada a sua forma de ver os problemas sociais ou, ainda, que cheguem à conclusão de que não podem, dentro de suas atribuições e competências, fazer algo para mudar, tenham um bom dia….de trabalho. Mas não se preocupem, sempre terão súditos, vassalos e servos para “legitimarem” seus reinados. (Gcc/2016)

Por Divagações.GeraldoCunha

Escrevo. A escrita me liberta. Sei que serei lido, por alguns ou por muitos, ainda que não seja compreendido por todos, mas isso não é o mais importante. Ao escrever deposito nas letras minhas alegrias, tristezas e me liberto dos sentimentos que povoam minha mente, dando espaço para outros ocuparem esse lugar. Assim vou vivendo. Às vezes escravo de meus pensamentos, às vezes liberto.

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