Amor platônico

Hoje me apaixonei.
Apaixonei pela figura que eu imaginava estar por trás daquele físico, daquele sorriso, daquele olhar e daquela voz.
Por algum tempo emanorei, criei estórias, idealizei uma vida juntos. Também tive momentos de decepção, quando não era correspondido e já não queria estar do seu lado, embora isto não fosse mais possível.

Logo depois, com aquele olhar e aquele sorriso, que acreditava ser para mim, veio a reconciliação.
Neste tempo fui feliz, senti que tinha uma companhia, que a vida havia me preparado uma surpresa.
Só percebi que teria que me desapaixonar no momento da despedida.

Quando só aquele olhar e aquele sorriso, que não eram direcionados apenas para mim, já bastavam para me fazer feliz.
Desapaixonei.
Amanhã, quando a saudade passar, conformado com o rompimento, apaixonarei novamente, até quando este amor platônico for por alguém correspondido.

(GeraldoCunha/2016)