Divagação 16

Não me peça para perdoar hoje. Amanhã? Talvez. Um dia? Quem sabe.


(GeraldoCunha/2016)

Itália

Acho que se eu for para a Itália não volto, ou volta outra pessoa no meu lugar.
Sou apaixonado por um país que sequer conheço, mas todas as imagens sobre ele me atraem, filmes, fotografias, vídeos de música, até panfletos de viagens.
A ideia de me transportar para um dos tantos filmes que já assisti e que tiveram como cenário a Itália, fascina. Ainda vou, só para matar esta curiosidade e ver se realmente de lá não volto.
(GeraldoCunha/2016)

O para sempre!

Sofro todos os dias sua ausência, foi cedo demais no meu modo de pensar.
Acreditava no eterno, pois é o que permite viver, sabendo que o fim inevitável é a morte.
Outras ausências também são sentidas, mas nelas sempre há a esperança do voltar.
Mas o momento da partida chegou, inesperadamente, dando pouco espaço de tempo para uma despedida.
E quem queria se despedir, sabendo que o para sempre estava ali?
Sofro só a sua ausência, pois em vida fomos você e eu, só.
É incompreensível no pensar do outro, no meu não! Você foi só e eu fiquei só.
Não me revolto, nem me agarro a este sentimento, apenas me entristeço às vezes, outras me alegro lembrando.
Sua presença, na ausência, ainda é muito forte, tem memória, mas não tem o cheiro, o contato, o ouvir.
Sofro pois uma parte de mim, do meu melhor, se foi e não há como recompor ou substituir.
Há como se adaptar e seguir.
(GeraldoCunha/2016)

Economia de sentimento

Por economia, um emoji em cada frase! Dois no máximo. Três ou mais é ostentação.
(GeraldoCunha/2016)

Fone de ouvido

Dizem que a internet afastou as pessoas! Já eu? Acho que foi o fone de ouvido mesmo.
(GeraldoCunha/2016)

Saudade

Saudade, palavrinha que carrega enorme sentir! Por que foi inventada?
(GeraldoCunha/2016)

Divagação 15

Toda teoria é, de algum modo, furada!
Aceita a ideia de que tudo pode ser relativizado. (Gcc/2016)

Lágrimas

Desfaço-me sob o sol
Derreto-me em lágrimas o corpo inteiro
Quero fugir para o sem sol
Quero me aquecer com suas lágrimas
(GeraldoCunha/2016)

Amor que machuca

Amor que machuca não é amor.
O que machuca é bater o dedo mindinho na quina da cama.
E bater o dedo mindinho na quina da cama não é amor.
(GeraldoCunha/2016)

Divagação 14

Nunca imaginei que o ‘nunca mais’ significaria, de fato, ‘para sempre’.


(GeraldoCunha/2016)

O tempo : T1:E03 – tic-tac


Tudo vai sendo tirado aos poucos
Culpa deste tempo que exige continuidade
Tudo vai sendo modificado aos poucos
Culpa deste tempo que exige mudanças
É o tempo que se culpa e não pede desculpas
(GeraldoCunha/2106)

Convite para viver

Lembre-se, sempre há mais de um caminho.
A escolha é sua e sempre vem acompanhada de consequências.


(GeraldoCunha/2016)

Divagaçāo 13

A explosāo do sentir
Relutante figura indomada
Puro prazer
Gotas caindo
Hora do mais querer


(GeraldoCunha/2016)

Todo sentimento

Sou todo sentimento
E você ainda não percebe isto
Amo intensamente sim
É a única forma que sei amar
Se reclamo sua ausência
É porque ainda não aprendi a ser só
(GeraldoCunha/2016)

Só mais um discurso retórico

Não é razoável sentir-se pleno e realizado sem dar ao menos uma contribuição para o desenvolvimento social da comunidade. 

Não falo de pagar impostos, protestar com discursos inflamados, comprar entradas com alimentos não perecíveis, fazer uma doação de agasalhos ou dar umas moedas a um pedinte necessitado. Estes, como tantos outros, são gestos e atitudes que fazem parte da rotina e que sempre vão existir, por mais que evoluída e democratizada a sociedade. Apenas se apresentarão de diferentes graus e formas de necessidades, mas sempre resultando em nossa indignação.

Falo de humanizar as relações, trazendo neste discurso retórico uma reflexão que todos certamente fazem na solidão de seus pensamentos, mas que nem sempre adotam.

Somos seres solitários vivendo em grupo!. Aos mesmo tempo que temos a necessidade de estarmos sós, para construir ideias, queremos estar rodeados de pessoas, para expor e compartilhar estes pensamentos. No entanto, nem sempre estamos preparados para, abrindo mão de nossas ideias, pensamentos e opiniões, parar ouvir e ver o outro.

Há uma necessidade de julgamento, viramos todos juízes dos pensamentos, ideias e comportamento dos outros e, às vezes, do nosso próprio. Com isso o que era para ser compartilhamento de ideias se transforma em acaloradas discussões, na tentativa de imposição e sobreposição de um pensamento ou modo de ser e se apresentar.

É preciso, para o desenvolvimento de uma sociedade, a adoção de pequenos gestos cotidianos, simples e que resultam em uma mudança de comportamento e modo de pensar. Cumprimentar as pessoas, ainda que com elas nunca venha a dialogar; manter um sorriso no rosto, mesmo dentro do elevador; perguntar como foi, está ou pretende que seja o seu dia; esperar que o outro exponha suas ideias para que você possa, se for caso, expor as suas e de alguma forma contribuir para a evolução do pensamento do outro, sem se impor ou julgar. Lembre-se, não existe uma única forma de pensar e de agir. Não há um manual a ser seguido.

São comportamentos e atitudes que não temos o hábito de praticar, pelo nosso egoísmo mesmo de querer, seres solitários, vivermos em comunidade sem compartilhar.

É um discurso retórico, que se afirma em uma ideia pronta, respeitando as opiniões contrárias, para provocar uma mudança simples e eficaz de comportamento.

(GeraldoCunha/2016)

Adoráveis diabinhos – momento ternura

Só não dormi com os anjos, porque os adoráveis diabinhos que povoavam meus sonhos me atiçavam as ideias.
Danadinhos eles que agora vão repousar felizes por terem cumprido tão bem sua tarefa, enquanto eu fico com o sono.
(GeraldoCunha/2016)

Quatro paredes

Não se preocupe em estar entre quatro paredes
Sempre haverá uma porta que pode ser destrancada
Ou uma janela a ser aberta.
Tudo se crê no ainda possível
E o impossível só é opção quando perdida a esperança.
(GeraldoCunha/2016)

Deixar o amor

Vamos escancarar nosso amor e deixar que os outros sintam vergonha por nós?
Vamos segurar o tempo para que nosso amor perpetue e deixar que os outros adiantem os relógios por nós?
Vamos todos simplesmente amar, até mesmo os outros, pois já não mais sentirão vergonha alheia ou necessidade de acelerar o tempo.
(GeraldoCunha/2016)

Divagação 12

Divagar é vagar pelas vielas e becos do inconsciente.


(GeraldoCunha/2016)

Olhar para o teto

Viajando em pensamentos
Coletando ideias
Cantando sem soltar a voz
Dançando com as mãos
Sincronizando com os pés
Sorrindo para o nada
Rindo dos fatos inimagináveis
Esquecendo do que poderia ter sido e não foi
Lembrando de tudo que poderá ser e será
(GeraldoCunha/2016)